Num debate sobre redações, textos, vestibulares e coisas do tipo, eis que surgem dúvidas sobre o tão "batido" clichê. Detesto clichê. Empobrece o texto, é comum e usual. Gosto de procurar me expressar de uma forma cada vez mais diferente, do meu jeito, com uma linguegem bem próxima de mim, para que eu e o texto possamos ficar íntimos. Entretanto, nas redações para vestibulares o clichê não é considerado uma coisa ruim e, acredite, é visto com bons olhos. Admito que uso expressões clichês vez por outra, quando é quase inevitável, porque até mesmo alguns temas são assim, comuns. Mas usar com frequência é desagradável, não dá na produção textual aquela pitadinha de sal, digamos assim. O que me disseram foi que, infelizmente, eles precisarão ser usados... por mim. E numa maior quantidade de vezes, para que meu texto se encaixe "nos padrões". "Mas eu não escrevo para me encaixar em padrão nenhum, escrevo pelo prazer que essa atividade me proporciona e pra ser DIFERENTE também!" Não interessa, vestibular é isso aí. Então, depois dessa, entendi: ter que se adaptar para ser IGUAL e ser aceito apenas assim - no caso, por universidades, mas, se achar apropriado, amplie a interpretação - é muito perturbador e é um grande clichê. Estamos nadando num mar de conteúdos, tentando ao máximo manter a cabeça fora da água, expressar-se é uma forma de respirar profundo nessa situação, é mostrar-se frente a tantas coisas que não nos caracterizam, por esse motivo redação encanta, "agora verão como sou, o que sinto, como vejo". Tudo já é tão igual... As pessoas seguem tendências, os vestibulares e concursos estão aí pra nos transformarem e limitarem a nossa criatividade e nossa capacidade, seja em que contexto for. Refiro-me aos textos, porque esse aspecto me chamou atenção e, sim, me incomodou. Essas exigências para que tudo seja padronizado, se não ficarmos alertas, nos farão regredir. Porque ultrapassar limites é ir além, é inovar, sentir-se à vontade para se colocar, estender-se para alcançar o que está distante, evoluir, aprimorar técnicas e com o texto isso é totalmente possível, e é real, se tivermos liberdade para dar nosso máximo. Todavia, se temos que nos preocupar com limites, palavras, regras e regras, nos prederemos a isso e as asas de nossa mente estarão impedidas de voar. O grande clichê nessa história toda é quererem nos fazer iguais, sempre tão limitados.quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Sobre os Clichês
Num debate sobre redações, textos, vestibulares e coisas do tipo, eis que surgem dúvidas sobre o tão "batido" clichê. Detesto clichê. Empobrece o texto, é comum e usual. Gosto de procurar me expressar de uma forma cada vez mais diferente, do meu jeito, com uma linguegem bem próxima de mim, para que eu e o texto possamos ficar íntimos. Entretanto, nas redações para vestibulares o clichê não é considerado uma coisa ruim e, acredite, é visto com bons olhos. Admito que uso expressões clichês vez por outra, quando é quase inevitável, porque até mesmo alguns temas são assim, comuns. Mas usar com frequência é desagradável, não dá na produção textual aquela pitadinha de sal, digamos assim. O que me disseram foi que, infelizmente, eles precisarão ser usados... por mim. E numa maior quantidade de vezes, para que meu texto se encaixe "nos padrões". "Mas eu não escrevo para me encaixar em padrão nenhum, escrevo pelo prazer que essa atividade me proporciona e pra ser DIFERENTE também!" Não interessa, vestibular é isso aí. Então, depois dessa, entendi: ter que se adaptar para ser IGUAL e ser aceito apenas assim - no caso, por universidades, mas, se achar apropriado, amplie a interpretação - é muito perturbador e é um grande clichê. Estamos nadando num mar de conteúdos, tentando ao máximo manter a cabeça fora da água, expressar-se é uma forma de respirar profundo nessa situação, é mostrar-se frente a tantas coisas que não nos caracterizam, por esse motivo redação encanta, "agora verão como sou, o que sinto, como vejo". Tudo já é tão igual... As pessoas seguem tendências, os vestibulares e concursos estão aí pra nos transformarem e limitarem a nossa criatividade e nossa capacidade, seja em que contexto for. Refiro-me aos textos, porque esse aspecto me chamou atenção e, sim, me incomodou. Essas exigências para que tudo seja padronizado, se não ficarmos alertas, nos farão regredir. Porque ultrapassar limites é ir além, é inovar, sentir-se à vontade para se colocar, estender-se para alcançar o que está distante, evoluir, aprimorar técnicas e com o texto isso é totalmente possível, e é real, se tivermos liberdade para dar nosso máximo. Todavia, se temos que nos preocupar com limites, palavras, regras e regras, nos prederemos a isso e as asas de nossa mente estarão impedidas de voar. O grande clichê nessa história toda é quererem nos fazer iguais, sempre tão limitados.terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Questione, então.
Toda criança, em certa idade, tem a fase dos porquês. Os pais observam: "Menino! Tudo você pergunta." Mas, provavelmente, muita gente ainda não parou pra pensar na importância de levantar questões. Perguntamos para satisfazer nossa curiosidade, para aprendermos sobre algo, para compreendermos melhor o mundo. Perguntamos para evoluir intelectualmente e, assim, crescer em pensamentos e atitudes. Perguntamos para não aceitar tudo que nos é imposto, para não se aproveitarem de nossa ignorância, para termos conteúdo. Considere o exemplo: os pais dizem aos filhos o que eles devem ou não fazer, como seria apropriado que se comportassem, naturalmente, os filhos, por sua vez, desejarão saber o por quê. Se a educação dada aos filhos baseia-se em valores e princípios firmes, bem estabelecidos, por exemplo, seria apropriado que eles fossem explicados aos filhos. Caso contrário, como entenderiam porque não devem tomar determinada atitude? Explicações esclarecem as coisas e ajudam na formação, na construção de uma base sólida para a vida. Em outras palavras, são as perguntas que, pouco a pouco, nos constroem. Então, a idéia de que perguntar é coisa de criança que está descobrindo o mundo é equivocada, afinal, ter crescido não necessariamente é sinônimo de sabedoria, mas reconhecer que ainda temos muito a aprender e buscar esse aprendizado, reflete a sabedoria que temos adquirido. Ou seja, precisamos reconhecer nossa pequenez diante de tudo que existe, mas, infelizmente, isso é impossível para muitas pessoas (o orgulho, muitas vezes, interrompe o aprendizado), que acreditam possuírem as respostas de que necessitamos, quando, na realidade, todos nós estamos no mesmo patamar, somos eternos aprendizes. Se, para viver, precisamos aprender, questione, então.domingo, 31 de janeiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
A Semana da Ilusão
Sim, é verdade que não gosto de carnaval. Mas não se engane, decidi começar a escrever para expor minha opinião sobre o que vejo, não para convencer alguém sobre o que acho. Porque se tem uma rotina, por assim dizer, que é muito chata é esse carnaval todo mês de fevereiro. Chata não, é uma palavra pequena, pobre e que não expõe com clareza a verdade. A palavra ideal é desajuízada. Carnaval é uma festa assim, desajuízada. Acredito que se enganar faz bem pra algumas pessoas, então, vamos lá! Vamos sair correndo, frenéticos, atrás desse trio elétrico como se não soubéssemos ou não quiséssemos mais nada da vida, e os problemas? Deixa eles para trás. Vamos alegrar aqueles que têm responsabilidades com o país e com as cidades apenas nos permitindo ESQUECER o descaso, o desmazelo. Vamos, além disso, parar tudo. As atividades seculares, os trabalhos, os interesses, as preocupações, a realidade. Meu amigo, a realidade não pára. Paramos tudo por causa de uma comemoração que nem ao menos possui um objetivo. Os políticos investem na cidade pra atrair turistas, que chegam ao montes, deixam uma boa quantia em dinheiro aqui e... nada muda. Os mendigos ainda estão pelas ruas, as favelas estão a perigo, a criminalidade não dá um intervalo sequer. Aliás, perdão, engano meu, muita coisa muda, sim! Chovem notícias de morte - que espalham-se pela boca do povo, afinal, os meios de comunicação mascaram a realidade, têm lá seus interesses... Espantar turista? Pra quê? - "Mas é bom pra se divertir!" dizem muitos. É, se divertir colocando a vida em risco, enquanto uns morrem, outros bebem descontroladamente prejudicando, assim, muita gente, os que vivem seus intermináveis problemas - fome, saneamento básico precário, desabamentos - são colocados ainda mais à margem, as doenças espalham-se... Parabéns, vocês descobriram uma excelente forma de diversão, confusão e alienação.
"Regozijai-vos"
Fiquei maravilhada com um texto que li sobre a vida. Em apenas um parágrafo o texto diz o que é viver, mas não se contenta com o "viver para ser feliz", vai muito além... Aborda a satisfação de perdoar e ser perdoado, rever sentimentos, solucionar problemas passados, aceitar que não fomos feitos para ser sozinhos (a beleza das relações é incrível) e o mais importante, não fomos feitos para sofrer, nem para aceitar como inexorável a realidade do mundo atual. Aí vem o gran finale do texto, a chave de ouro cravejada de diamantes: "...um final feliz é muito mais que um conto de fadas. É esperança certa. Garantia do amor." AMEI e assino embaixo.
O que é isso, Brasil?
Proposta de Redação do Colégio Portinari (2009)Baseado no texto de Afonso Romano de Sant'ana
Vivemos em um país repleto de diversidade, mas, até hoje, os negros são vistos como inferiores, e isso é vergonhoso. Eles foram trazidos, escravizados, humilhados e ainda devem lidar com o preconceito racial, tão comum no Brasil. Irônico é querermos fazer grandes planos para um país que ainda não resolveu um de seus maiores e mais ridículos problemas.
Durante muitos anos, o branco fez com que os escravos limpassem sua sujeira, servissem aos seus interesses e vivessem em condições precárias, em lugares inóspitos. A escravidão foi oficialmente abolida, apesar de algumas cenas atuais nos dizerem o contrário, entretanto, infelizmente, muitos hoje permanecem com a mesma cabeça dos brancos que escravizaram, sentem-se superiores. Consequentemente, muitas vezes somos violentados com situações que deixam claro o preconceito ainda existente. Hoje, o negro é o pobre, é o ladrão. Negro bom é aquele "de alma branca".
Nos últimos dias, temos pensado um Copa, Olimpíadas. Dizem os políticos e várias pessoas que é a oportunidade que o país precisava, as mudanças tão necessárias serão, enfim, realizadas. Será mesmo? O Brasil carece de inúmeras mudanças que envolvem dinheiro. Mas existem mudanças que não serão feitas assim, de repente. São elas as mudanças dentro de nós, brasileiros. Essas exigem esforço, tempo, boa vontade e empatia. O preconceito racial, diversas vezes demonstrado por atitudes inconscientes, é uma marca no Brasil. Será um impasse na construção de um lugar melhor.
É preciso repensar as atitudes. Atravessar uma rua porque o negro que vem alí parace ser ladrão não é aceitável. Enquanto esse tipo de coisa acontecer, não adianta Copa do Mundo, seremos sempre parte daquele país onde os cidadãos não aceitam uns aos outros. Um país assim, demorará a crescer e evoluir.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
A Busca da Beleza do Corpo nos Dias Atuais
Proposta de Redação da VUNESP (2007)A busca pelo corpo perfeito tornou-se uma obsessão e já ultrapassou todos os limites do bom senso. É irrefutável que vidas tem sido prejudicadas por causa da pressão para que todos possuam o corpo idealizado. Além da saúde física, a saúde mental também sofre as consequências.
Não raro, os meios de comunicação exibem modelos de corpos, determinando, assim, um padrão a ser seguido. Seguir esses padrões tornou-se sinõnimo de exagero e faz com que as pessoas ponham a vida em risco para que essa suposta beleza seja alcançada. A sociedade tem o poder de fazer os que não seguem esses modelos sentirem-se inferiores. Consequentemente, os riscos trazidos por essa obsessão ameaçam o bem estar de muita gente.
Entre os riscos, podemos destacar distúrbios alimentares como a bulimia e a anorexia, o uso frequente de anabolizantes e o exagero cometido por muitos nas academias. Tudo isso prejudica mais do que muitos imaginam, faz com que uma doença acabe desencadeando outra e, assim, a saúde piora gradativamente. Muitas vezes, os resultados dessas irresponsabilidades são irreversíveis. É válido citar também os danos psicológicos advindos dessa pressão que insiste em manter-se sobre as pessoas. Alguns sentem-se humilhados, diminuídos, dão lugar à depressão e enxergam a própria imagem distorcida, ou seja, convivem com um complexo de inferioridade que os castiga.
Em resumo, a busca exagerada pela beleza do corpo é uma doença, faz um mal imensurável e precisa ser tratada. Se, infelizmente, estamos inseridos numa sociedade que não pesa os prós e contras de suas atitudes, cabe a nós zelar pela nossa saúde. O segredo para um corpo saudável e para viver bem é o equilíbrio.
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